O PIX é o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Uma novidade que teve seu regulamento aprovado pelo Banco Central na última quarta-feira (12) e já deve começará a funcionar em 16 de novembro. O sistema deve substituir o TED e o DOC — formatos de transações financeiras já conhecidos e que possuem características restritivas.

Há muito que os avanços tecnológicos têm traçado novas formas de executar tarefas cotidianas. Muitas delas possíveis em virtude da dimensão que o mundo digital vem ganhando na vida de todos, onde as palavras de ordem são simplificações, agilidade e eficiência.

Não há como negar que a ideia de um internet banking revolucionou um dos serviços mais complexos, em sua natureza. Afinal, a busca por reduzir filas, eliminar a necessidade de ir à agência na maioria dos casos e, ao mesmo tempo, conferir segurança e confiança no ambiente digital para transições financeiras, não era uma tarefa fácil. Contudo, o Brasil detém instituições muito bem aparadas tecnologicamente e pode ostentar o fato de ter um dos sistemas bancários mais bem desenvolvidos do mundo.

Agora, o Governo Federal, na figura do Banco Central deseja implantar mais um dessas facilidades que deve, de certo modo, impactar as transações pessoais e comerciais nos próximos anos: o PIX.

A plataforma se difere dos pagamentos bancários tradicionais, entre outros motivos, por liquidar transações na hora e ficar no ar 24 horas por dia, sete dias por semana.

Assim a inovação fará com que as transferências monetárias eletrônicas sejam instantâneas. Para isso, a ferramenta usa uma rede moderna que funciona 24 horas por dia, de segunda a segunda, englobando diversas instituições financeiras de forma que, além de bancos, será possível fazer um PIX também por meio de aplicativos de pagamentos. Atualmente, isso dependem exclusivamente da rede bancária para operar. O PIX por sua vez será gerido pelo Banco Central.

Segundo o Banco Central, não será preciso instalar nenhum aplicativo adicional para utilizar o PIX. O sistema será integrado aos serviços já oferecidos por bancos, fintechs e estabelecimentos comerciais. Com isso, o PIX deverá se tornar também mais uma opção de transferência na hora de efetuar uma transferência pelo caixa eletrônico ou via Internet banking.

O sistema funcionará como uma ponte entre o pagador e o recebedor. Para se ter uma ideia, será possível inclusive utilizar QR Codes para pagamentos. Essa, que é uma modalidade em alta no mundo todo e já estabelecida no Brasil por empresas como Mercado Pago e PicPay, também poderá ser oferecida mais amplamente.

Os dois lados da transação podem ser tanto pessoas físicas ou pessoas jurídicas. Por isso, é preciso levar em conta que essa não é apenas mais uma mera modalidade de serviço. O PIX promete avanços muito importantes, capazes de mudar toda a dinâmica do mercado financeiro no Brasil.

Para lojistas, revendedores e empresário será mais um formato de recebimento. Para os clientes, uma facilidade a mais que pode ser fundamentais na decisão de compra pela facilidade embarcada no formato, principalmente considerando o momento de distanciamento.

Fonte:
techtudo.com.br
tecnoblog.net


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