Após o impacto na economia, as mudanças repentinas de hábitos de consumo – em decorrência de um cenário cheio de nuances e complexidades, como flutuações do dólar, inflação e questões sobre o auxílio emergencial. Desde o início da pandemia de Covid-19, muita coisa mudou.

Muitos comércios foram fechados, enquanto outros setores lucraram ainda mais – parte pelo alívio econômico por conta dos auxílios emergenciais e parte pelo aumento de demanda por determinados produtos.

A verdade é que o que vem pela frente continua sob um aspecto de pouca nitidez. E por isso a inovação contínua no varejo é mais importante do que nunca. Mesmo depois de uma enorme transformação no modelo de negócios ocorrida em função do isolamento social necessário. O consumidor também mudou seu comportamento significativamente e esse desafiador mundo novo trará impactos profundos, muitos deles definitivos para as operações de varejo. Mesmo sem tanta exatidão, alguns cenários já podem ser imaginados. E um deles é o do efeito rebote.

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O que é efeito rebote?


De modo geral, esse efeito é basicamente o retorno de alguma coisa que já havia sido superada, como o retorno de um sintoma após um tratamento. No varejo não é diferente. Principalmente em momentos de instabilidade.

Assim como um cenário econômico de instabilidade, o efeito rebote pode ser tanto benéfico quanto maléfico para cada tipo de negócio. Alguns setores de tecnologia, por exemplo, se beneficiaram com o aumento da demanda por conta de modelos remotos de educação e de trabalho. O fato é que pode haver uma nova onda de migração entre canais, com os consumidores voltando a frequentar as lojas físicas apesar de estarem inevitavelmente digitalizados.

O que pode ser feito para evitar?


Estar sempre atento e preparado para uma possível virada nesses hábitos de consumo, manter as adaptações aos novos hábitos já adquiridos e, se possível, não deixar totalmente de lado o modelo de negócio que era usado antes da pandemia é um caminho.

A volta à “normalidade” implicará na provável reversão de alguns comportamentos. A frequência nas lojas físicas aumentará e o ticket médio provavelmente diminuirá. E não será tão fácil organizar a operação com um consumidor cada vez mais exigente.

Apostar no mundo digital parece uma sugestão óbvia demais. Mas é justamente por isso que traz toda uma carga de importância. Acompanhamos a transformação digital em 2020. Vimos que os hábitos de compra online se consolidaram. Permanecer como o olhar atento para esse canal é imprescindível.

Vale também uma olhar atento ao desenvolvimento da cadeia de suprimentos. O delivery, a integração de canais de compra e retirada, bem como e agilidade na entrega dos produtos têm se tornado um grande diferencial em um mercado de capilaridade complexa pela extensão do território. Mas é um contexto que atualmente faz diferença até mesmo em bairros.

Outro ponto é que a adoção dos conceitos de organização ágeis e incorporados ao digital, mesmo que parcialmente, promete mudar a forma de trabalho no varejo. Assim, otimizar processos, ter tudo muito bem esquematizado e organizado, com um plano de atuação, melhorias e implementações bem definido poderá ser um fator fundamental de diferenciação.

Lembre-se que essas não são regras. E para cada tipo de negócio, para cada cenário e problema existe uma solução que agrega todas essas especificidades. O importante é estar atento às novidades, às tendências e aos possíveis impactos do que está acontecendo no momento.

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Fonte: Consumidor Moderno


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