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Migração das rádios AM para FM: Indústria e comércio já estão inseridos nas mudanças

Há cerca de 3 anos, o Governo Federal estipulou 2020 como data limite para a migração completa das rádios AM para FM. Segundo o Governo Federal, a migração das rádios de uma faixa para outra é uma antiga reivindicação das rádios comerciais que, dentre outros benefícios, terão maior clareza de áudio e poderão explorar seu negócio com maior eficiência. Muito disso também se deve ao desligamento do sinal analógico de TV, o chamado switch off, que liberou a faixa de 700 MHz para a expansão da oferta de internet 4G e a melhoria dos serviços de radiodifusão.

Esses, que são aspectos referentes ao desenvolvimento tecnológico, à qualidade de áudio, melhoria da audiência e custos menores, ainda assim causam controvérsias sob a ótica de que a radiodifusão, para muitos brasileiros, é a única ou principal fonte de informação, principalmente para aqueles que moram em regiões distantes dos grandes centros. A extinção dessas rádios em Amplitude Média (AM) deixaria muitas pessoas sem acesso à informação e ao papel social que o rádio tem nessas áreas interioranas. Devido ao modo de emissão da AM é possível ouvir a programação de rádios à distância, centenas de quilômetros dependendo da propagação. Tal fato não mais ocorrerá com o modo de emissão Frequência Modulada (FM).

Depois de um volume expressivo de rádios migrantes no sul do país, onde foram iniciados esses processos, a expectativa do setor é de que 2020 seja o ano que os mercados mais populosos do país entrem de forma efetiva no processo de migração do AM para o FM. Para isso, será necessário que a faixa estendida do FM seja liberada para acomodar as migrantes. A “banda extra” é necessária devido à grande ocupação no FM convencional em mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, entre outros.

O fato é que muitas emissoras já estão investindo, e as que ainda querem realizar a migração estão se preparando financeiramente para aplicar recursos na reestruturação do negócio. Acompanhando essas mudanças, as indústrias atuantes no segmento já iniciaram o movimento de produção de equipamentos que não recebem as frequências AM.
E dessa maneira, é importante se atentar ao impacto no setor comercial que passará muito brevemente, a não mais oferecer produtos capazes de sintonizar essas frequências, que caminham para serem extintas. Os lojistas não oferecerão mais esses produtos. Por essa razão é necessário acompanhar o andamento desses acontecimentos e estar a par dos novos produtos que chegam.

Por isso, fique ligado aqui no blog do Fujioka Distribuidor e nas nossas redes sociais para acompanhar as novidades.

Fonte:
www.tudoradio.com
www.sindradio.org.br
www.sertsc.org.br
www.aerp.org.br