Por muito tempo o comércio segmentou seu público por idade, classe social e seus hábitos de consumo. Tudo era mais simples de se segmentar, pois as pessoas seguiam basicamente um só roteiro de vida. Os modelos educacionais eram os mesmos, as atividades, a rotina de trabalho, enfim tudo respeitava uma certa padronização para todo mundo. Hoje as narrativas de vida são múltiplas. As possibilidades que se abriram são infinitas e os hábitos de compra também mudaram muito. Para exemplificar, hoje é comum pessoas com 30 anos que não pretendem ter carro nem casa própria. Esses eram objetivos de vida quase unânimes nas décadas anteriores. Essa tendência está em todo tipo de comércio e, em especial, no comércio de equipamentos eletrônicos. Não é por acaso que hoje um smartphone possui, ao mesmo tempo, recursos acessibilidade para idosos e de controle parental para as crianças. O dispositivo foi fabricado para atender a todos que desejarem ter um smartphone. Hoje, sem aquela determinação de características que “ditavam” o gosto do consumidor ficou um pouco mais difícil segmentar os produtos de uma loja. Mas não é impossível. Trabalhar pensando no formato de um estilo de vida pode ajudar a passar muito mais a essência dos produtos. E assim, fica mais fácil ter uma comunicação acertada com aqueles que se identificarem com o perfil de estilo de vida que uma loja se propõe. Um exemplo são os produtos wearables: dispositivos tecnológicos “vestíveis” como os smartwatchs ou os fones buds são muito buscados pelo público fit, que gostam de praticar exercícios e cuidar da saúde. De qualquer idade. Hoje, essa categoria de produtos dispõe de uma enorme variedade de modelos e preços. Assim, fatores como os hábitos do público e extensa variedade de opções tornam idade e classe social obsoletos como formas de caracterizar públicos. De forma prática, para compreender e se adaptar a esse cenário, o ideal é que os vendedores de uma loja física sejam treinados para não segmentar os clientes pela idade. Enquanto nas lojas virtuais, esse processo de identificação de estilo de vida pode acaba sendo facilitado pela jornada de interesse do consumidor. Com o auxílio de diversas tecnologias, é uma forma automatizada e inteligente de perceber os anseios de cada consumidor e oferecer a ele, opções que estejam de acordo com seus desejos. Assim, para formar um estoque, será cada vez mais imprescindível verificar as tendências e os produtos mais desejados. Com tanta diversidade de gostos, interesses, opções de personalização mistura de hábitos não é mais possível ser eficiente apenas observando o perfil dos consumidores pela idade. Reconhecido isso, até a comunicação da loja e dos produtos passa ser repensada. É importante que essa diversidade seja representada. É necessário que os idosos também sejam vistos como pessoas que gostam e usam tecnologia. É importa que crianças e adolescentes também sejam vistos como um público que consomem produtos mais sofisticados. Desse modo, alcançar o consumidores que sua loja busca pode ser muito mais satisfatório, inclusivo e lucrativo. Gostou do conteúdo? Então fique ligado aqui no blog do Fujioka Distribuidor e nas nossas redes sociais. Sempre tem novidade. Até mais.


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