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E-commerce mais caro? A proposta da CPMF digital divide opiniões.

Dividindo espaço entre os diversos temas dos jornais no país, um assunto saltou aos olhos de pessoas ligadas ao comércio: os primeiros trâmites da Reforma Tributária. Em um momento econômico severo, um tópico tão importante dispondo sobre algo que sempre foi aclamado por empresários de todos os segmentos, chegou dividindo opiniões. Um ponto específico trata da criação de um novo tributo estabelecido sobre operações eletrônicas. Esse novo imposto é comparado à antiga CPMF — alguns veem como uma recriação da taxa — que recaía sobre os cheques.

Uma proposta que nasceu como uma forma de estimular e gerar emprego, trouxe um temor de que essa tributação encareça as compras digitais. Na essência, esse imposto serviria para equalizar a desoneração da folha de pagamentos. Isto, por sua vez, seria fundamental na geração de emprego.

“O impacto no preço final nas operações de e-commerce será muito baixo se comparado ao benefício que trará para as contas públicas”. É o que alega o sócio-diretor da FM Consultoria, Felipe Morais, especialista com planejamento digital.

Na opinião do especialista, considerando o ticket médio de compras no ambiente digital — cerca de R$435 — uma taxação de 0,2% como alíquota mínima proposta, adicionaria um custo aproximado de R$0,90 no valor final.

Já Daniela Casabona, sócia-diretora da FB Wealth, entende que os tributos cobrados sobre as transações digitais são algo negativo para a população. Pois, mesmo sendo baixo, implica em onerar o consumidor, ainda que seja para equilibrar as contas pós-pandemia. Ela vê também e sinaliza a questão das operações financeiras, uma vez que todos os bancos adotarão a tributação e isso pode afetar também a competitividade.

Entre outros tantos especialistas, há quem considere o fato do imposto ser mal recebido pela relação de lembrança com a antiga CPMF, há que defenda o ponto da geração de empregos. Há os que considerem o tributo de função arrecadatória e pouco eficiente do ponto de vista dos empregos.

No posicionamento do governo, a ideia é arrecadar aproveitando uma base crescente, citando o aumento exponencial nas notas fiscais geradas em junho — algo em torno de 70% acima do mesmo período do ano passado. Dentro da estratégia também há a sugestão de que pessoas com renda de até 2,5 salários mínimos estarão isentas.

Fonte:
consumidormoderno.com.br
tecmundo.com.br